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15/9/2021

E-Sports não é coisa de criança

Hoje já é consenso, os E-Sports vieram pra ficar. O que há algumas décadas atrás era considerado “brincadeira de criança”, hoje movimenta bilhões ao redor do mundo e tem torneios e eventos comparáveis aos de esportes convencionais. O que pra muita gente era uma atividade de lazer, fosse em casa ou nas saudosas Lan Houses, hoje se tornou a ferramenta com a qual provém seu sustento. Vídeo Game agora é coisa séria. Mas de onde veio isso tudo isso?

Nos anos 70 na Universidade de Stanford, Califórnia, aconteceu o que é tido como o primeiro evento de e-sports, as Olimpíadas Intergaláticas de Spacewar, um jogo da época. Os participantes eram universitários interessados no fabuloso prêmio da época, que era uma assinatura de um ano da revista Rolling Stone. Em 1980 a Atari organizou o primeiro torneio em larga escala, trazendo participantes de várias partes dos Estados Unidos para se enfrentarem jogando o sucesso Space Invaders. Já em 1990 a Nintendo, que já gozava de cem anos no mercado de games, inicialmente trabalhando com cartas de baralho e jogos de tabuleiro, lançou o Nintendo World Championships, um torneio com várias etapas em cidades americanas.

Com a ascensão da internet de banda larga, os torneios podiam agora ser não só transmitidos como disputados online. Isso causou um grande impacto mundialmente, de repente entre os anos 2000 e 2010, toda uma geração de competidores se formava, muitos deles em Lan Houses pequenas jogando jogos como Counter Strike e Starcraft. Essas mesmas Lan Houses passaram a realizar torneios regionais e isso foi fortalecendo a cena gamer em muitos países, incluindo Brasil. E a coisa toda explodiu em 2011 com o surgimento da Twitch, plataforma de transmissão focada exclusivamente em jogos eletrônicos de todos os tipos.

As categorias do que hoje são considerados e-sports são bem amplas e não é incomum encontrar jogos que às vezes se enquadrem em mais de uma categoria. Mas as categorias de maior expressão hoje são MOBA (Multiplayer Online Battle Arena), FPS (First Person Shooter), RTS (Real Time Strategy), Battle Royale, Jogos de Luta, Simuladores e Jogos de Cartas. E os jogos mais populares nestas categorias são League of Legends e DOTA (moba), Counter Strike e Valorant (FPS), Starcraft (RTS), Fortnite e Player Unknown (Battle Royale), Street Fighter e Mortal Kombat (Luta), FIFA (Simuladores), Hearthstone e GWENT (Card Games).

Ao redor do mundo países como China, Coréia do Sul, Japão, Rússia e Finlândia já aceitam e têm regulamentada a existência do e-sport como algo real e uma profissão como várias outras. No Brasil os atletas ainda enfrentam um pouco de preconceito e estranhamento de uma população que só considera atletas os jogadores de futebol. Mas aproxima-se o dia em que o atleta de e-sports vai poder dizer com orgulho que trabalha com jogos de videogame.


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