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14/9/2022

O circo

O circo é uma manifestação artística e popular que consiste em um grupo de artistas, com habilidades distintas, que geralmente apresentam-se em shows itinerantes, ou seja, percorrendo várias cidades. Essas companhias circenses costumam integrar malabaristas, contorcionistas, mágicos, palhaços e outros personagens que buscam divertir e surpreender o público.

Existem sinais de que as artes circenses já eram praticadas há 4 mil anos em várias civilizações da antiguidade, desde a China, Grécia, Egito e Índia. Entretanto, foi no Império Romano que o circo se configurou nos moldes parecidos ao que conhecemos hoje.

A palavra circo tem origem no latim circus, que significa "círculo" ou "anel". O termo remete às arenas romanas, lugares onde se praticavam esportes e lutas. O primeiro grande circo que se tem conhecimento foi o Circus Maximus, construído por volta do século IV a.C. durante a Roma Antiga. A estrutura tinha capacidade para 150 mil pessoas e exibia corridas de carruagens, lutas de gladiadores, apresentações com animais ferozes e de pessoas com talentos fora do comum.

Depois de um incêndio que o destruiu, o Circus Maximus foi substituído, em 40 a.C., pelo Coliseu. Essa nova arena também mostrava as mesmas apresentações, mas para um público menor. Com a chegada da Idade Média e a queda do Império de Roma, começaram a surgir apresentações de artistas populares em espaços públicos, como praças, entradas de igrejas e feiras.

Apesar de todo esse processo, foi apenas no século XVIII, na Inglaterra, que os circos ganharam características modernas, com picadeiros apresentando os tipos de artes circenses que conhecemos hoje.

Um marco para a história do circo foi o Anfiteatro Real das Artes, criado pelo cavaleiro inglês Philip Astley, em 1768. Nesse anfiteatro havia shows com cavalos e entre uma apresentação e outra havia exibições de malabarismo e palhaçaria. Esse modelo de apresentação agradou muito o público da época e passou a ser reproduzido em outros picadeiros, em todo o mundo.

Foi em meados do século XX que os circos Ingleses, Americanos e Russos finalmente tomaram a forma que conhecemos hoje como clássica. E no final do século muitos circos já não se sustentavam bem financeiramente. A perda do público para entretenimento como videogames, cinema e parques de diversões, forçaram os circos a maquinarem números cada vez mais perigosos e não são raros os acidentes dessa época, tanto em performances com animais quanto nas que tinham apenas humanos. No início do século XXI o que se viu foi um circo moribundo, obrigado em muitos lugares ao redor do mundo a abandonar completamente os números com animais, devido a pressão do público e governos. O destino do circo hoje é incerto, muitos tem tentado mudar a estética circense por algo mais artístico e avantgarde, focando nas incríveis e adaptáveis habilidades humanas nas artes clássicas do malabares, trapézio e palhaçaria.

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