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14/9/2022

RPG e Educação

Nos anos 70, a indústria do entretenimento vinha crescendo a passos largos, música, cinema, Tv, esportes, e ainda assim buscando novas formas de entreter públicos cada vez mais específicos surgiram diversos jogos de tabuleiro, em especial os chamados “war games” (jogos de guerra) em que os jogadores encenavam batalhas históricas controlando exércitos representados por peças num tabuleiro, algo como um xadrez interativo.

A febre dos war games se espalhou rapidamente pelos subúrbios dos Estados Unidos e no estado de Wisconsin encontrou Ernest Gary Gygax, filho de um imigrante suíço e uma americana. Ele juntou-se com seu amigo Dave Arneson e co-criaram o primeiro jogo de RPG do mundo, Dungeons and Dragons (Masmorras e Dragões), ou D&D como ficaria conhecido.

Os fundamentos dos jogos de RPG (Role Playing Games, ou Jogos de Interpretação de Personagens) são básicos, os jogadores se dividem em duas categorias: Jogadores e Narrador. Os jogadores vão interpretar personagens que terão objetivos e desafios a serem determinados pelo Narrador e todos vão de forma cooperativa criar uma história interativa.

Pelo caráter cooperativo, o jogo em si já é muito indicado como atividade em grupo, mas quando pensamos nas possibilidades de aplicação dos RPGs em diversos setores, o jogo se mostra uma ferramenta extremamente versátil no auxílio do aprendizado. Hoje pode-se encontrar RPGs dos mais variados temas, indo de fantasia medieval, passando por terror, mistério, eventos históricos e até mesmo comédia.

O RGP é por excelência um instrumento didático de ensino/aprendizagem, que implica alterações de atitudes de professores e alunos, diante do jogo e a cada resultado, dependendo da direção da história; não é competitivo, mas é empreendedor. No seu feitio lúdico mora a sua maior capacidade, trazendo para a sala de aula o prazer de estudar e aprender. Esta ferramenta educacional tem características peculiares que a tornam um extraordinário instrumento em sala de aula. Estão presentes nesta ferramenta educacional a socialização, a cooperação, a criatividade, a interatividade e a interdisciplinaridade.

A resolução de situações-problema é muito enfatizada no jogo, pois o tempo todo, os alunos se deparam com circunstância que precisam resolver para continuar jogando. Concretizada de maneira lúdica, essa capacidade é o embasamento do RPG. Também são desenvolvidas considerações em situações práticas do cotidiano: as experiências no jogo são preparadas de modo a desenvolver algum conteúdo curricular ou tema transversal. O jogo é um trabalho a ser resolvido cooperativamente, e isso é algo que fascina o aluno e é usado por professores de maneira eficaz. O RPG facilita ao professor explicar o valor, na vida real, de um determinado contexto didático. É uma excelente ferramenta para a discussão de assuntos complicados como a violência , as diversidades sociais e os conflitos raciais. Neste jogo não existem vencedores. Todos os personagens se unem em função de uma finalidade comum.

O RPG estimula um raciocínio global, muito importante para os dias de hoje, pois através do jogo, é provável resgatar valores morais e éticos. Funciona, então, como ferramenta para preparar o jovem a interagir na sociedade, tanto profissional quanto socialmente.

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